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Frases e ditos

Algumas frases e ditos foram proferidas ou anotadas por Paulo Egydio, tanto em seu período de vida política quanto em sua vida empresarial e pessoal. Reunidos por seus assessores e por ele mesmo, fazem parte do acervo Paulo Egydio Martins:
  • A democracia possível para o Brasil não é a volta ao paraíso perdido, nem significaria trazer à Terra o paraíso celeste. Ela significa, antes de tudo, a aceitação das contradições e das divergências, surgindo como um subproduto daquilo que mais amamos: a liberdade.
  • A visão de um partido hierarquizado é símbolo de um totalitarismo que eu não aceito; não aceitei na minha mocidade; e jamais aceitarei em toda a minha vida. Seja ele partido de direita, seja de esquerda.
  • De que adianta lutar contra a miséria, contra a pobreza, buscar o nosso próprio conforto, o enriquecimento para nós, para nossa família, para nossa comunidade, nosso município, nosso Estado, nosso País, se atrás dessa luta não existir um pensamento mais profundo que se traduza no convívio pacífico entre os homens?
  • Desprender a ação política de uma visão ético-humanística me parece, simplesmente, tornar a política um instrumento para se servir, e não um instrumento de servir.
  • Enfrentei eleições em 1974 e tive o gosto amargo da derrota, fragorosa, porém democrática. Enfrentei novamente eleições em 1976 e tive o sabor da vitória. O que mostra que um homem não se apaga com uma derrota, nem tampouco se afirma com uma vitória.
  • Há de existir um espírito maior de desprendimento, acima de posições e ambições pessoais, para que se tenha em São Paulo uma paz que ofereça ao nosso povo caminhos que lhe propiciem bem-estar e tranquilidade.
  • Há um momento em que não se transige: aquele que atinge a nossa visão ética de como fazer a política. Há um momento em que nós realmente temos que nos abraçar, mas poderá haver momentos que nos obriguem a ir para a luta e a nos enfrentar.
  • Liderar significa dar opção, dar liberdade de escolha e decidir, e essa decisão tem de ser pessoal, intransferível, e só pode na realidade ser julgada no mais profundo da consciência de cada um.
  • Não é a escassez de recursos que impede o desenvolvimento. É a apatia, é a lassidão, é o indiferentismo, é a busca do mágico, é a falta de determinação em criar, em transformar, em estabelecer que aquilo que se desenvolve tem que ter um fim maior que o desenvolvimento em si. É preciso que haja uma conscientização de que a ação do governo deve ser a expressão de uma comunidade.
  • Numa forma de governo, há o lado da ação administrativa e há o lado da ação política – da pequena política ou da grande política. Como ao navegante, algo nos falta, porém, para nos nortear numa noite escura, sombria e sem luz, sem estrelas e sem lua. Como poderá ele, sem o seu sextante, encontrar seu rumo? Sem uma bússola que lhe indique o norte, ele se debate perplexo, sem saber o caminho a tomar. Aqui estamos nós – trabalhadores, empresários, políticos, civis, militares, escritores, pintores, escultores, cantores, crianças, velhos, homens e mulheres – em busca deste norte.
  • O desafio da adversidade estimula o administrador, que deve exatamente perceber que, se os meios não existem, nós temos de criá-los, descobri-los.
  • O futuro está em nossa determinação de construirmos uma vida melhor para todo o nosso povo, mas principalmente para o mais humilde, para o mais sofredor, para o mais carente, principalmente para o filho deste mais humilde, simbolizando esta esperança.
  • O Governador do Estado de São Paulo não tem o poder de fazer mágica. E, se alguém lhes disser que tem, é para desconfiar. A única mágica que eu conheço é aquela do trabalho.
  • Pela formação de nossa gente, de nosso povo, temos de ter uma fórmula democrática que incorpore a herança da humanidade nos seus princípios básicos, que são o respeito às liberdades humanas, aos indivíduos, respeito à opinião, à manifestação de pensamento, respeito ao convívio entre as raças e aos credos religiosos, mas que levem em conta as realidades da nação brasileira.
  • Preocupa-me que uma obra administrativa não se torne um simples número de metros cúbicos de concreto; não seja, simplesmente, uma determinada quantidade de quilowatts-hora produzidos; não signifique, apenas, tantas salas de aula entregues, ou tantos quilômetros de tubos de água ou coletores de esgotos assentados. Que essas obras não se convertam em simples números estatísticos, porque essas estatísticas de nada servem se não traduzirem, exclusivamente, uma melhoria de condições de vida para o ser humano e uma esperança para ele e seus dependentes. Uma segurança para sua família, para o seu município, para o Estado e para o País.
  • Sou produto da Revolução de 31 de março de 1964, ocupo o Governo do Estado cumprindo uma missão revolucionária. É assim que entendo a minha missão.
  • Venha quem quiser. Ninguém está convocado. Agora, quem vier vai andar no caminho reto, vai andar junto numa única estrada, sem hesitar nas encruzilhadas. E que não use do ardil da malícia para tentar enganar ninguém, porque estará enganando a si próprio. E se envergonhando perante os seus.

 

 

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